
A nova esponja de cristal do Mediterráneo

As esponjas de cristal sempre têm destacado por ser consideradas uma variedade que prefere fundamentalmente as águas frias. No entanto, a nova esponja de cristal do Mediterráneo descoberta recentemente deixou-nos claro que estávamos equivocados neste sentido.
Sympagella delauzei, a nova variedade de esponja de cristal
Como comentávamos, até a data sempre tínhamos achar# que as esponjas de cristal eram autóctonas e se desenvolviam em lugares frios como as águas polares e fundamentalmente a grandes profundidades. No entanto, esta nova espécie localizada no Mediterráneo demonstra que estávamos confundidos em nossa apreciação.
A descoberta procede de uma investigação levada a cabo por uma equipa internacional de cientistas que localizou esta espécie em várias montanhas submarinas no mar de Alborán e nos canhões de Córcega, uma descoberta que sem dúvida tem chamado a atenção da Comunidade científica.
Os segredos do fundo do mar
Este é outro dessas descobertas que nos ajudam a ser conscientes da imensidão dos oceanos, bem como do facto de que ainda não conheçamos nem uma mínima parte deste lugar do mundo que se encontra totalmente apartada de nossa acção.
Há que ter em conta que as águas do Mediterráneo onde se encontram localizadas estas novas esponjas de cristal, geralmente costuma contar com uma temperatura que dificilmente desce de 13 °C incluindo as zonas que sejam mais profundas.
A esponja de cristal do Mediterráneo Sympagella delauzei.
Estas novas instâncias de esponja de cristal do Mediterráneo localizados contam com medida dentre os 8 e os 14 cm.
Quanto à profundidade, pelo momento e segundo o estudo realizado encontram-se entre os 360 e os 500 m de profundidade.
Este estudo foi publicado na revista Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom, e nele se reflete que também existem alguns destas instâncias em zonas do Atlántico próximas à Península Ibéria como as montanhas de Gorringe portuguesas.
No entanto, está claro que pelo momento tão só se deram uns passos curtos em relação à descoberta desta nova espécie, e por isso, os próprios pesquisadores consideram que existem muitas possibilidades de que instâncias similares habitem as zonas do norte de África.
A protecção das esponjas
Esta descoberta é uma boa mostra da necessidade de realizar investigações com certa celeridade, e sobretudo localizar aqueles lugares onde estas e outras espécies de esponjas encontram seu meio natural.
Sem dúvida alguma se trata de um passo inteligente para poder proteger estes agrupamentos e evitar que espécies acabem abandonadas a sua sorte pelo facto de nosso desconocimiento.
É muito importante que tenhamos em conta que as esponjas são uma importantísima fonte de silício, um dos nutrientes mais essenciais e elementares que podemos encontrar nos oceanos, e por isso formam uma parte muito importante da corrente que permite a estabilidade no mar.
Sem dúvida alguma estamos ante uma descoberta fantástica e sobretudo muito interessante.